Que a chama de Nova York nunca se apague! August 10 2016

Luca Marfé

Instagram: @lucamarfe - Twitter: @marfeluca

www.lucamarfe.com

A primeira vez em Nova York é como uma cicatriz que você sabe que vai permanecer na pele. Queimando, enquanto você busca ver e sentir a magia de um céu tomado por aço e vidro que crescem verticalmente e se perdem no horizonte. São verticais assim como seus pensamentos, pronto para voar de baixo para cima, para conquistar algo maior.

E assim, de repente, você se sente pronto para começar. Ou, melhor ainda, começar de novo. Começar a sonhar novamente.

E não importa se é algo que você já viu antes, provavelmente você o verá com outros olhos.

Este é o centro da vida e de todo o resto. Esta é América, uma loucura, uma perfeição maior do que se pode imaginar. É uma América que vive há mais de cem anos. Então, esse é o momento dos arranha-céus, dos prédios colossais que quase tocam as nuvens.

E, se é verdade que em lugares como Dubai, Xangai e Meca possui prédios muito altos, é verdade, que aqui há prédios tão extraordinários quanto os deles e em maior quantidade.

Céus que parecem formar um todo perfeito entre o homem e Deus, uma articulação de nuvens, antenas e sonhos que não se vê em outro lugar. Com uma corrente perpétua de Frank Sinatra que irá acompanhá-lo por todo o percurso.

Porque Nova York é história. História da música, da esperança, de todas as coisas. É a história de ontem, assim como a história de amanhã.

E, antes que venha o dia em que você deverá ir embora, em seu coração você já sabe, este fogo não será extinto.

Um corte feito no cartão de cada viajante, que ficará para sempre.