Descobrindo a Ponte do Brooklyn July 28 2016

 

Por: Ernesto Manuel Lopez

Nova York é uma cidade cheia de edifícios emblemáticos que alcançaram fama mundial e admiração por sua beleza, personalidade ou eventos relevantes em seus limites. A arte ajudou a contribuir para o mito e da imagem nova-iorquino, inspirados por cenas de filmes clássicos, fotografias, livros e canções; alimentando o desejo de milhões em todo o mundo, que sonham  um dia visitá-la.

A ponte do Brooklyn é uma das melhores partes de Nova York. Possui um misto de misticismo e elegância, e exerce um magnetismo sobre toda a cidade, tomando conta da paisagem do East River e de Downtown Manhattan.

A construção desta obra-prima da engenharia do século XIX foi um dos momentos que marcaram o desenvolvimento urbano, econômico e social de Nova York, na segunda metade do século XIX. Esse grande evento histórico, foi marcado por acontecimentos anedóticos. Até mesmo mortes, antes, durante e após a ponte ser concluída, com algum corajoso ou louco, que tentaram registrar algum tipo de recorde saltando de seu topo.

A construção começou em 1869, inicialmente projetado pelo imigrante alemão John Augustus Roebling, que teve a infelicidade de sofrer um acidente de trabalho e faleceu antes da obra ser concluída, mas antes ele colocou o seu filho de 32 anos idade, Washington Roebling encarregado do projeto, porém ele deve o mesmo destino do pai, e também sofreu um acidente durante a construção da ponte. Washington era auxiliado por uma mestre de obras que acabou fazendo história, ganhando a reputação de ser a mulher que salvou a construção da ponte do Brooklyn: Emily Warren Roebling.

Sob a supervisão de seu marido, Emily estudou matemática avançada, cálculos de curvas catenária, especificações de pontes e de toda complexibilidade do estudo de cabos. Ela passou 11 anos auxiliando Washington Roebling, supervisionando a construção da ponte, transmitindo para cada engenheiro a importância do trabalhado, visitando todos os dias obras, traçando o futuro de todas as mulheres engenheiras. Em 24 de maio de 1883 Emily foi a primeira pessoa a atravessar a ponte em um veículo puxado a cavalo. Atualmente, é possível encontrar uma placa em sua homenagem na ponte.

Construída com inúmeras passagens e compartimentos através de sua fixação, foi visitada pelo prefeito de New York quase 102 anos mais tarde, uma inscrição próxima de um vinícola aos redores da ponte foi achada, ela dizia: "Quem não gosta de vinho, mulheres e música, vai ser um tolo por toda a sua vida".

A ponte de Brooklyn é um lugar mágico, onde os nova-iorquinos e todos os seus visitantes se apaixonam, é o lugar ideal para se tomar decisões importantes ou apenas para desfrutar da brisa do rio em uma noite de verão. Os "Locks of Love" Cadeados do Amor são uma das práticas dos casais que vão até a ponte, o casal registra a data e as iniciais em um cadeado, fecham o cadeado na ponte e jogam a chave no rio como um sinal de que o seu "amor é eterno". Alguns falam que essa ação já esta causando danos à ponte e já foi considerada oficialmente ilegal em Nova York. De tempos em tempos cadeados são removidos da ponte do Brooklyn, mas a ação praticada por aqueles que estiveram lá nunca será apagada de suas memórias. A emoção e as memórias, junto da grandeza do East River, e a cumplicidade da lua, testemunhando uma alegria que se torna realidade.